Ana Borges defende que os salários praticados no futebol feminino deveriam ser semelhantes àqueles que se praticam no futebol masculino.

Questionada quanto à discrepância existente entre as duas realidades do mesmo desporto, a jogadora do Sporting respondeu desta maneira: “Não digo iguais, mas que podiam ser melhores, podiam”.

“Em Portugal, muito poucas equipas pagam, por isso é algo que não sei responder [a propósito dos ordenados praticados no futebol feminino]. Aqui, muitas jogam por amor ao desporto”, afirmou, em entrevista à agência de notícias espanhola EFE.

“Depois do futebol, tens que fazer algo da vida. É muito raro que uma jogadora fique com a vida resolvida”, completou.

Ainda assim, falando a propósito da sua segunda temporada no Sporting, Ana Borges diz estar “muito bem”, ainda que não esconda o sonho de jogar “a Liga francesa”.

“O meu treinador é uma pessoa que procura sempre tirar o melhor de ti. As minhas companheiras ainda são jovens, muito trabalhadoras e com muita vontade de aprender. O Sporting quer que o futebol [feminino] em Portugal vá mais longe e que o seu nome fique na história do país”, rematou.