Confiante, motivada e tranquila. É este o estado de espírito de Sara Moreira, que no próximo domingo regressa à estrada para disputar a sua sétima maratona da carreira em Roterdão, cidade onde Carlos Lopes bateu o recorde mundial (2:07.12 horas) em 1985.

“Treinei bem, estou com uma enorme vontade de voltar a correr uma maratona, não tenho dores nem mazelas e só espero que esteja um tempo agradável”, disse a fundista do Sporting a Record.

Sem querer precisar o registo que pretende obter em Roterdão, por considerar que a maratona é sempre uma prova imprevisível, Sara Moreira acredita, no entanto, que pode surgir um bom resultado. “Os treinos têm dado essas boas indicações, mas só no dia da competição é que se sabe como nos encontramos. Por isso, é difícil estar a pensar numa marca”.

Porém, a pupila de Carlos Monteiro não deixa de fazer referência à tabela de mínimos estipulada pela federação internacional (IAAF) para os Jogos Olímpicos de Tóquio’2020. “O registo que foi anunciado é de 2:29.30 horas, mas acho que vai ser preciso correr mais rápido para garantir um lugar na comitiva portuguesa”, afiançou Sara Moreira. “Em Portugal teremos cinco atletas capazes de fazer esse registo e, por isso, convém ver como nos posicionamos para os Jogos”. A sua melhor marca na distância é de 2:24,49 feita em Praga em 2015.

Apesar de ter desistido nas três últimas maratonas – Jogos no Rio (2016), Valência (2017) e Praga (2018) – a conhecida maratonista considera que isso já está ultrapassado. “Preparei bem esta maratona, segui um esquema diferente de preparação com o meu treinador e quero acreditar que todo este trabalho vai dar os seus frutos.”

A parte mais intensa de preparação foi feita em Mira, durante três semanas, antes de participar no Nacional de corta-mato. “O grupo de treino foi fantástico e as minhas avaliações foram satisfatórias. Estou muito concentrada, motivada e tranquila para que tudo possa correr bem”, sustentou a maratonista, que além dos compromissos com o Sporting para a pista, quer competir na Taça da Europa de 10.000 metros em pista, em Londres, distância que equaciona correr no Mundial em Doha, no final de setembro.