Miguel Albuquerque, diretor-geral de todas as modalidades do Sporting, abordou em entrevista ao jornal “Correio da Manhã” o papel que Bruno de Carvalho teve no crescimento das modalidades dos ‘leões’ e falou sobre a estratégia dos verde e brancos para esta secção do clube.

“Tive uma boa relação com Bruno de Carvalho. Nunca se intrometeu no meu trabalho e até melhorou as condições a todos os níveis no futsal. A sua atuação foi muito boa nos primeiros três anos, mas no último… desmoronou-se como um castelo de cartas. As lideranças devem ser naturais, nunca na base da imposição e do medo. Por isso são curtas e acabam mal. Porém, o seu trabalho nos primeiros três anos deve ser realçado, pois pegou num Sporting moribundo e tornou-o muito forte. Não, não consigo entender o que se passou”, começou por dizer.

“Quanto custam ao Sporting as modalidades? Pouco mais de 12 milhões de euros. Mas os orçamentos já estavam aprovados. Só que antes de se pensar nos custos, o importante é saber o retorno. Os sócios e adeptos querem vencer e na hora das vitórias ninguém pensa em custos. Portanto, o que temos de fazer é aumentar as receitas, rentabilizar a imagem, ocupar melhor os espaços. Em suma, temos de reorganizar. Odeio perder, mas quero é ganhar mais vezes. Sim, é possível com menos estrangeiros e mais atletas da nossa formação”, acrescentou.