Ao contrário do que tem vindo a ser habitual nos jogos fora de Alvalade, Bruno de Carvalho irá marcar presença no estádio municipal de Oleiros, para o encontro da terceira jornada da Taça de Portugal.

Antes do encontro, o presidente do Sporting esteve na Câmara Municipal de Oleiros, onde entregou duas camisolas autografadas pelo plantel, que serão leiloadas para angariar fundos para os bombeiros da localidade.

Falando aos jornalistas, o dirigente sublinhou ser “uma grande honra e prazer” participar na iniciativa, uma vez que “o futebol tem que servir para isto”.

“O que se passou nesta região foi de dimensão tal que colocou Portugal com um sentimento muito forte de carinho. Quando saiu o Oleiros, foi com esse sentimento que recebemos a notícia, com o sentimentos de retribuirmos um pouco do que é a felicidade de estar perto de uma equipa como a do Sporting, e nós podermos sentir de perto populações de uma coragem tremenda, que nos dão lições fortes para quem anda no futebol”, começou por dizer.

“Problemas graves são os que são vividos pela populações e pelos bombeiros em situações de perda de vida e bens. O futebol tem muito a aprender com estas pessoas para que possa, cada vez mais crescer e alterar-se, para ser parte de algo maior e não parte de algo que se fecha muito em si próprio. Quero um futebol diferente, que esteja virado para as pessoas, do que um que começa e acaba em si próprio e que está errado”, acrescentou.

Bruno de Carvalho aproveitou, ainda, para enviar novo ‘recado’ ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol: “A minha decisão perante todas as decisões que têm sido tomadas pelo CD foi de não ir a qualquer jogo fora. E, como estou castigado para a próxima, veremos. Já estou castigado até agosto de 2018. Fiz questão de vir aqui porque entendo que isto é muito mais do que um jogo de futebol. É uma homenagem tremenda a um povo português. Fiz questão de faltar ao meu compromisso pessoal e demonstrar que, para o Sporting, isto não é um ato isolado, é o que o Sporting pensa. Somos uma instituição nacional e não viramos as costas às nossas responsabilidades”.

“Ouvi várias vezes que o discurso do presidente do Sporting se tinha alterado. Infelizmente, não é o discurso do presidente do Sporting que, se altera. São as situações. Tudo que tenha a ver com o cumprir da missão do futebol, que é fazer parte integrante da vida das pessoas, terá um discurso assim do presidente do Sporting. Sempre que entrarmos naqueles jogos de bastidores que não gosto, que repudio e combato, hão de ter sempre um discurso diferente do presidente do Sporting”, rematou.