O ciclista português Jóni Brandão criticou hoje a decisão de cancelar a subida à Torre na quarta etapa da Volta a Portugal, com o espanhol Vicente García de Mateos a compreender a atitude da organização.

“Isso é uma coisa que também não entendo. Se calhar amanhã [domingo] também não vou estar à partida nesta Volta a Portugal. Tivemos três dias em que tivemos de andar debaixo de calor, depois, quando se chega à etapa mais dura da Volta a Portugal, abdica-se da Torre”, disse o ciclista do Sporting-Tavira.

Atualmente na terceira posição da geral, a 40 segundos do líder, o espanhol Raul Alarcon, Jóni Brandão diz que “se calhar convém a algumas equipas” o cancelamento da subida à Torre, anunciado hoje pela organização, que justifica a decisão com a defesa dos ciclistas.

“Ainda hoje esteve um calor que não se aguentava e tivemos de fazer a etapa toda. E porque não fazemos a etapa toda amanhã [domingo]? Porque é que vai haver uma exceção amanhã. Para haver uma exceção tinha de haver na Volta toda, não só numa etapa e, neste caso, a etapa mais dura”, afirmou.

A etapa, que liga a Guarda às Penhas da Saúde, tinha inicialmente 171,4 quilómetros e vai agora ter 144,3, deixando de ter a passagem da Torre, que será substituída pela subida às Penhas Douradas, voltando a corrida ao percurso original na zona de Manteigas.