O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol assumiu, esta segunda-feira, através de um comunicado oficial, o erro da equipa de arbitragem liderada por Luís Ferreira ao anular o golo no encontro entre Sporting e Feirense, referente à 22.ª jornada do campeonato nacional.

Aos 19 minutos de jogo, Doumbia marcou um golo que, após Luís Ferreira consultar o VAR, acabou anulado. No entender da equipa de arbitragem, Bruno Fernandes fez uma falta no início da jogada.

No entanto, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol entendeu que o protocolo foi aplicado de forma desajustada, aproveitando para explicar a “fase de ataque”.

“O Protocolo VAR define que se uma equipa cometer uma infração na fase de ataque e, como resultado dessa ação, obtiver golo ou beneficiar de um pontapé de penálti o lance deve ser revertido. Ou seja, o golo ou pontapé de penálti deverão ser anulados e assinalada a falta. O IFAB, num recente esclarecimento feito aos árbitros portugueses, definiu que a fase de ataque consiste numa jogada que vá rapidamente na direção da baliza adversária. Quando a equipa que desenvolve uma fase de ataque decide recuar em direção ao seu meio-campo ou a defesa adversária joga a bola passa a ser uma nova jogada, eliminando-se as eventuais infrações técnicas cometidas na anterior fase de ataque”, pode ler-se.

“Na 22ª jornada da Liga NOS verificou-se um lance em que a equipa de arbitragem teve uma interpretação desajustada desta indicação do protocolo VAR, o que conduziu à errada anulação de um golo. O Conselho de Arbitragem entende divulgar este esclarecimento para não restarem quaisquer dúvidas sobre a definição de fase de ataque à luz do protocolo VAR. O CA recorda que a implementação do projeto VAR se encontra em ano de testes, pelo que se torna especialmente relevante a partilha de informação. Só assim todos os agentes e adeptos terão ao seu