São muitos os críticos rivais sobre a forma como o Sporting tem actuado fora das quatro linhas. A comunicação social amplifica tudo. Ou seja, praticamente, é o Jorge Jesus que não tem ética com os seus colegas, é o Presidente Bruno de Carvalho que não tem escrúpulos quando se atira às arbitragens e favorecimentos aos clubes rivais, a forma como ele se dirige aos supostos credores, etc. Imagino como seria se a coisa estivesse a correr mal dentro de campo. Incrivelmente, o Sporting soube até agora reagir e dar a volta por cima das críticas descabidas que têm um único objectivo, a destabilização do balneário. O Sporting tem sempre que jogar o dobro para ganhar jogos, e por consequência, os campeonatos.

Temos sempre a comunicação social a lançar notícias de possíveis contratações de jogadores que ninguém conhece (muitos a actuarem em ligas inferiores) e na maioria das vezes são eles mesmo que não aceitam as condições oferecidas pelo Sporting. Por outro lado, em vez de ser o Benfica interessado em contratar alguns jogadores, são eles mesmo que estão muito entusiasmados em jogar neste clube cheio de história e reputação, do género “levem-me para o Benfica” ou “lá serei feliz”. E nunca é um jogador de segunda liga inglesa, pelo contrário, é só estrelas. No que diz respeito às finanças, as histórias repetem-se sempre a favor da mui nobre instituição. O Benfica deve sempre dinheiro, mas “não é assim tanto” e está tudo controlado. Por sua vez, o Sporting representado pelo “Bruno”, o “puto”, o “irresponsável” e o “arrogante”, é um clube que não respeita as leis, não paga aos credores, está sempre metido nas tricas, não é ético, entre outras que todos sabemos. Sobre o Sporting, são amplificadas todas as notícias que possam suscitar critica negativa ou levantar temas mais sensíveis.

É triste ver que não temos uma comunicação social isenta. É um domínio geral, na indústria da informação, protagonizado pelo Benfica e FCPorto nos últimos anos. Felizmente, temos hoje um Presidente que tem combatido esse monopólio viciado nesta área e noutras institucionalmente mais importantes. Têm sido palcos dessas guerras, a liga de clubes, a federação portuguesa de futebol e a arbitragem. Estes sim, são temas que a comunicação social devia dar mais importância e, com a tal isenção tão necessária, tentar descortinar o passado das instituições.

Hoje a comunicação social lançou outra engraçada: “Sporting perde hoje o controlo da SAD”. Por outras palavras, mais arroz.