O Sporting vai avançar com uma queixa junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) contra a RTP, pela forma como considera que a estação tratou a parte final da transmissão da final da Taça de Portugal em futebol feminino, dividindo a tela – com o concerto de Manchester – nos 30 minutos do prolongamento e ao não mostrar a entrega do troféu em direto.

Ao que apurámos, os leões, que já haviam falado em “censura” através da publicação do seu diretor de comunicação, Nuno Saraiva, sentem que a RTP quebrou o compromisso para com os seus telespectadores, acreditando, também, que tal não sucederia se em causa estivesse um troféu de uma competição que não do sexo feminino.

Antes da queixa à ERC, o Sporting vai expor os seus argumentos a Jorge Wemans, provedor do telespectador da RTP. Contactado por Record, Daniel Deusdado, diretor de programas da estação, começou por destacar que “pela primeira vez” foi transmitida na RTP1 uma final de futebol feminino. Explica, depois, que “por coincidência” houve prolongamento da decisão, ao mesmo tempo em que no ar estava “outro grande evento”.

A RTP1, prossegue, quis noticiar o concerto, mas garante ter dado “primazia” à final, que terminou às 19h54. Aí, continua , a estação decidiu “cumprir as obrigações comerciais que o jogo envolvia.” “Como a previsão inicial para a entrega da taça era de 15 minutos, avançámos com o ‘Telejornal’”, concretiza, lembrando a abertura do noticiário com os atentados de Londres. “Seria sensível interrompê-los com os festejos da final”, adianta, recordando que estes passaram mais à frente. “Não há coberturas perfeitas mas creio que a RTP engrandeceu a final do futebol feminino e o grande feito do Sporting “, diz.