O universo sportinguista foi avisando: as reviravoltas loucas da Liga dos Campeões eram a inspiração para outra “remontada”, neste caso em Alvalade.

Não foi conseguida, é certo, mas o resultado (1-0) e principalmente a exibição perante um Atlético de Madrid irreconhecível podem deixar os leões orgulhosos – e esperançados para o que resta da temporada, com o campeonato e a Taça de Portugal ainda em disputa acesa.

Mesmo carregado de baixas – Piccini, Bruno César, William Carvalho, Podence e Rafael Leão lesionados e Fábio Coentrão e Bas Dost castigados, além dos não inscritos Lumor, Wendel e Misic -, o Sporting apresentou-se em campo com a ambição e os índices competitivos no topo. Acuña deu o primeiro aviso logo a abrir e Coates, aos 11 minutos e também de cabeça, viria a obrigar Oblak à defesa da noite. Aos 26’, nova contrariedade: Mathieu lesionou-se e foi rendido por Petrovic.

Mas nem isso atrasou o leão, que chegaria ao golo apenas dois minutos depois: Oblak desviou o cruzamento de Bruno Fernandes, com Montero ao segundo poste a cabecear para as redes. Os leões mantiveram sempre o controlo do jogo, mas não conseguiram o golo que igualaria a eliminatória, e ainda viram Griezmann falhar duas ocasiões claras, com Rui Patrício enorme na mancha em ambas.

O prolongamento seria um prémio justo, mas fica na retina um Sporting que foi transcendente desde o primeiro minuto. Pode ser que o triunfo faça virar uma página a uma semana que foi negra para a turma de Alvalade. Os leões deixam a competição de cabeça erguida com Alvalade a aplaudir de pé.