Manuel Fernandes ficou “orgulhoso” com a estreia europeia do filho, Tiago, “num dos mais bonitos estádios europeus” e com um empate, perante o Arsenal, ao comando do Sporting, como treinador interino.

O antigo avançado e atualmente dirigente leonino acompanhou o embate pela televisão, sozinho em casa, e revela em declarações a Bola Branca que, antes do jogo, enviou uma mensagem ao filho a “desejar-lhe boa sorte”. O contacto entre ambos só seria restabelecido após o final da partida, mostrando-se “muito satisfeito” e a “extravasar de alegria”.

Emoções naturais e que Manuel Fernandes absorveu. Aconselhou “calma” ao filho e lembrou que o “empate só teria sabor com vitória no próximo jogo”, diante do Chaves, em Alvalade, para o campeonato.

Pai aprova a estratégia montada por Tiago
O ex-capitão dos leões elogia o desempenho da equipa orientada pelo seu filho. Manuel Fernandes lembra que, nestes encontros, “a arte de defender é importante”, pelo que aprova a forma como o Sporting se opôs ao Arsenal, embora como antigo avançado “não fosse aquilo que mais desejasse”. Mas o importante era mesmo conquistar um ponto.

Consciente de que o caminho de Tiago enquanto treinador interino está a chegar ao fim, uma vez que os leões anunciaram oficialmente a contratação de Marcel Keizer, Manuel Fernandes sente que o filho “deixou uma marca” que poderá ser importante para o futuro.

O agora dirigente fala de uma oportunidade aproveitada, todavia, alerta que Tiago não deverá “colocar-se em bicos dos pés”. Manuel Fernandes está seguro de que o filho irá treinar uma equipa futuramente e, após ter mostrado valor, deve manter-se “humilde, mas com ambição”.

Com a chegada de Keizer, Tiago Fernandes “voltará a estar pronto para aquilo que o Sporting quiser”. O destino deverá ser a condição de adjunto na futura equipa técnica, tal como sucedeu com José Peseiro.

Sporting jogou como equipa no Emirates

O empate dos leões com o Arsenal, em Londres, resultou, na opinião de Manuel Fernandes, da “força mental muito grande” revelada pelos jogadores e que no relvado “foram muito solidários e unidos”.

O antigo avançado não tem dúvida nenhuma em afirmar que o Sporting mereceu “a pontinha de sorte” que teve no jogo da véspera, em Londres.

“Os jogadores mereceram o resultado pela concentração competitiva que demonstraram durante os noventa minutos”, acrescenta.