Fernando Muslera, guarda-redes titular do Uruguai desde o Mundial de 2010, considera a dupla de centrais da sua seleção – e até aqui do Atlético de Madrid, embora vá separar-se na próxima época, com a ida de Godín para o Inter – a melhor do mundo.

E é pela qualidade de Diego Godín e José María Giménez que se explica porque o sportinguista Sebastián Coates, outrora titular, tem de se contentar hoje em dia em ser terceira escolha dos celestes.

«Ele é ótimo, sempre que entrou supriu perfeitamente a ausência de qualquer um deles, mas eles são a melhor dupla de centrais do mundo para mim», afirmou o guardião do Galatasaray em conferência de imprensa, ontem ao início da tarde, em Porto Alegre, onde a seleção do pequeno país sul-americano defronta na madrugada de sexta-feira o Japão, em partida da segunda jornada do Grupo C da Copa América.

«Nessa posição é fundamental a experiência e eles treinam e jogam sempre juntos, é um prazer jogar com os dois, Josema e Diego têm qualquer coisa, têm muito feeling entre eles», continua Muslera, de 33 anos. «É como a dupla Cavani e Suárez, lá na frente, para mim também são uma dupla única, os melhores nas equipas de topo em que cada um deles joga, excelentes.»

Ernesto Rivas, jornalista do canal 4 de Montevideu, disse a A BOLA concordar com a avaliação do guarda-redes. «Repare, Godín é

titular há mais tempo e Giménez entrou em ótima forma na seleção, isso faz com que Coates não possa atuar, é uma posição que necessita de estabilidade, é uma pena, mas só podem jogar 11», disse o decano dos repórteres uruguaios no Brasil.

«Coates, convém não esquecer, foi eleito o melhor jogador jovem da Copa América que o Uruguai ganhou, na Argentina, em 2011, conquistando uma posição de titular a Maurício Victorino, ao lado de Diego Lugano, e beneficiando de Godín ter sido atingido por um vírus. Tudo levaria a crer que continuasse titular mas o rendimento superlativo de Giménez alterou tudo, no futebol pode prever-se muita coisa mas não se pode prever tudo.»