#PrayforMassMedia

É estranho aquilo que temos vindo a observar nos vários órgãos de comunicação social, em especial nos que são dedicados em exclusivo ao desporto, peço desculpa, apenas ao futebol. É sabido que os jornais desportivos estão com dificuldades, as novas tecnologias dão oportunidade de lermos conteúdo criado por pessoas que estão fora dos OCS e por sua vez estes perdem terreno nas audiências. Já não bastava as pessoas deixarem de ler jornais, era o que só mais faltava deixarem também de seguir as suas plataformas digitais. Isto para dizer que agora o conteúdo é rei, e caso a comunicação social não informe algo novo (mesmo que a novidade seja mentira) corre sérios riscos de morrer. Isto é algo preocupante, não para o desporto e futebol, mas sim para alguns jornais desportivos que muito têm feito para recriar os seus modelos de negócio, mas que se têm esquecido de manter a categoria e qualidade de informação. Assim, e devido a isso, verificamos uma migração de audiências para canais como o zerozero.pt (por exemplo) que sem grandes estruturas inicialmente proposeram-se a crair informação relevante, sem especulações, com resultados actualizados em todas as divisões, com base de dados de jogadores e equipas de quase todos os países, ou seja, um canal simples, isento, justo e relevante. Em alternativa, cada adepto pode também escolher canais especiais dedicados aos seus clubes.

Quero dizer que não estou minimamente preocupado com o que isto possa afectar o futebol no geral nem nenhum clube em especial, preocupa-me sim o rumo da comunicação social. Preocupa-me ainda mais como a sociedade começa a olhar para os canais que antigamente eram vistos como dignos e verdadeiros. A falta de informação verdadeira nos OCS pode originar um descrédito total na sociedade relativamente à forma como se processam as notícias e as razões pelas quais elas vêm para a praça. Se começarmos a pensar que todas as noticias que saem para a rua têm sempre um propósito, e não são uma consequência de algo que tenha acontecido, assistimos então a um problema grave ao qual temos que de imediato sensibilizar a sociedade para os riscos que isso pode trazer tanto para a vida pessoal de cada um de nós como também para a comunidade.