A propósito das grandes vendas do Sporting para campeonatos europeus, nas últimas épocas, Bruno de Carvalho defende que esse é o modelo a seguir pelos clubes que procuram o equilíbrio financeiro. Em entrevista ao jornal online grego ‘SDNA’, o presidente leonino admite que não é fácil negociar com ele.

“Nesta atividade temos de saber potenciar os nossos ativos mais valiosos. É muito importante. Os clubes que não fazem parte da elite económica do futebol precisam de fazer boas vendas para continuarem a ser viáveis. Do ponto de vista da gestão desportiva, quanto melhor vendermos, mais ganhamos o respeito dos outros clubes. E, do ponto de vista económico, é extremamente importante para nós atingirmos um crescimento sustentado”, começa por descrever o líder leonino.

“No Sporting, infelizmente, nem sempre foi assim. Desde que cheguei à presidência (2013) já fizemos as duas maiores vendas da história do clube (João Mário e Slimani), sendo uma a maior transferência de um jogador português para o estrangeiro (João Mário). Tenho a fama de ser duro nas negociações e é verdade. Ponho os interesse do Sporting acima de tudo e defendo-os. Na Europa, todos os clubes sabem que quem quiser contratar os nossos jogadores tem de pagar o que eu acho que é justo. Os saldos no Sporting acabaram”, acrescenta.

Do mercado de transferências para a formação do Sporting, Bruno de Carvalho falou do projeto de expansão internacional das academias, já implementado na Grécia. E reivindicou o mérito do Sporting em ser o único clube do Mundo que formou dois vencedores da Bola de Ouro.

“O Sporting já tem duas academias na Grécia. A segunda foi inaugurada ontem (11 de setembro) e a terceira vai abrir em breve em Tessalónica. São parte de uma rede que já está perto de 40 academias espalhadas pelos cinco continentes. Além de usarem o nosso nome, praticam a nossa filosofia de formar pessoas e atletas, reconhecida internacionalmente como um programa educacional. Somos o único clube do Mundo que formou dois vencedores da Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo e Figo. Na Grécia, como em Portugal, o objetivo é descobrir talentos, trabalhar com novos jogadores e dar-lhes os meios necessários para que possam chegar ao topo. Se existir talento na Grécia, um dia teremos um ou mais jogadores gregos no Sporting”, projeta Bruno de Carvalho.