A equipa feminina do Sporting vai procurar, no sábado, fechar com ‘chave de ouro’ uma época quase imaculada. Depois de sagrarem-se campeãs nacionais, as leoas partem como favoritas a conquistar a Taça de Portugal, no Jamor, e conseguir a ambicionada dobradinha.
“O nosso grande objetivo era o campeonato mas, agora, claro que gostávamos de juntar-lhe a Taça. Uma final é sempre uma incógnita e, sobretudo nos sevens, não há dois torneios iguais. Mas claro que vamos jogar com essa ambição”, reconheceu Isabel Ozorio, ainda mal refeita das emoções de uma época que, até agora, roça a perfeição. Depois do desaire com o eterno rival, o Benfica, nas meias-finais da etapa inaugural do Circuito Nacional de Sevens – a principal competição de râguebi feminino em Portugal –, as leoas levaram de vencida todas as partidas da competição até erguer, na semana passada, em Coimbra, o troféu de campeãs nacionais.
Tratou-se, também, do primeiro título nacional absoluto, não só das senhoras como do próprio râguebi leonino, desde que se tornou modalidade oficial. E, por tratar-se de uma modalidade reconhecida pelo clube, as leoas foram alimentando um sonho coletivo ao longo da época: subir ao relvado do Estádio de Alvalade – e logo, curiosamente, no dia dedicado… às ‘mulheres com garra’! “Falávamos disso ao longo da época, pois sabíamos que teríamos esse ‘direito’ se conseguíssemos o objetivo. Mas nenhuma de nós conseguia imaginar o sentimento! Foi algo fora do normal e ainda nos arrepiamos só de falar disso”, confessou-nos Isabel Ozorio, orgulhosa por o reconhecimento dos sportinguistas ter extravasado as paredes do estádio: “Mesmo na rua, durante esta semana, as pessoas reconhecem-nos e abordam-nos para nos dar os parabéns”, revelou.
Mas, para além do orgulho do reconhecimento ‘anónimo’, a capitã leonina destaca, também, a importância deste título pelo “apoio recebido de todos os quadrantes”. “Não só das pessoas do râguebi, como do próprio clube e a todos os níveis. Além disso, tem um enorme significado por sermos a única equipa sénior do clube”, admitiu a internacional.
Época quase perfeita
Em 23 jogos disputados esta época no Circuito Nacional, as leoas levaram a melhor em 22 partidas. Apenas o desaire nas meias-finais da etapa inaugural, frente ao Benfica, ‘manchou’ uma época quase imaculada que culminou em Coimbra numa etapa onde, matematicamente… o Sporting só precisava de comparecer para se sagrar campeão! Mas a equipa, naturalmente, não foi a Coimbra ‘passear’ e fechou a competição com uma pequena ‘vingança’ que foi a cereja no topo do bolo: bater o eterno rival na final do torneio! E, pelo meio, ainda arranjaram tempo para treinar a variante de 15 e ir a França causar sensação com uma vitória sobre o histórico Perpignan por 17-12.
A equipa feminina leonina, refira-se, partilha as instalações de treinos com os seniores do CDUL, uma relação de sucesso que se explica, também, pelas boas relações e entendimento entre os dois emblemas.

NÚMEROS

1 Este foi o primeiro título conquistado pelo Sporting. Nas épocas anteriores o troféu foi para Benfica (3) e Técnico

5 etapas conquistadas pelo Sporting em 6 que compõem a competição. Só não venceram a primeira

22 Os triunfos conquistados pelas leoas em 23 partidas do circuito

30 as leoas que trabalham de segunda a quinta-feira no Estádio Universitário