Mais um jogo, mais uma partida sem sofrer golos. A equipa de Jorge Jesus começou da melhor forma a temporada 2017/2018, no que ao desempenho defensivo diz respeito. É verdade que o nulo diante do Steaua deixa os leões numa posição perigosa na Champions, mas a equipa sportinguista, no que concerne ao campeonato, tem acompanhado bons desempenhos defensivos com um bom rendimento atacante – a goleada diante do Vitória, por 0x5, foi um bom exemplo. Rui Patrício tem razões para sorrir. Afinal, não se via tanta eficácia desde 1988…

Há quase 30 anos atrás, o Sporting assistia ao domínio do Benfica e do FC Porto – o clube de Pinto da Costa começava, aos poucos, a afirmar-se como potência nacional e internacional. Ainda assim, o clube leonino, orientado pelo uruguaio Pedro Virgílio, entrou de uma forma assertiva na Liga.

Ao fim de cinco jornadas, os leões tinham oito pontos, zero derrotas e zero golos sofridos – Rui Jordão, lenda sportinguista, foi, curiosamente, o primeiro a marcar um golo aquele Sporting. Apesar da boa entrada, o bom desempenho defensivo (e atacante) não valeu de muito, tendo o Sporting acabado no quarto lugar, atrás de Boavista, FC Porto e Benfica (o campeão).
Durante estas temporadas todas, e com diferentes treinadores ao comando, o Sporting poucas vezes sofreu menos de dois golos. Apenas Marinho Peres (1991/1992), Carlos Queiroz (1994/1995), Octávio Machado (1997/1998), Paulo Bento (2008/2009) e, mais recentemente, Jorge Jesus conseguiram a proeza de entrar na quarta jornada com um golo sofrido. Para mal das sortes leoninas, em nenhum destes anos o Sporting acabou campeão.

Jesus, depois de uma temporada irregular em termos defensivos – recorde-se que o Sporting sofreu quase o dobro dos golos dos seus principais rivais -, já confirmou que está a trabalhar a organização defensiva da sua equipa, e, não podendo confirmar a versão do técnico, os resultados espelham uma maior segurança. Para manter na próxima quarta-feira, caso o Sporting queira conviver com os melhores da Europa.