Era aguardada com enorme expectativa a prestação de Nelson Évora no triplo-salto em Pombal, no Nacional de pista coberta. O agora atleta do Sporting abriu com 16,30 metros no primeiro ensaio e ficou logo na frente do concurso, deixando longe a concorrência, ao segundo ensaio, agora com 16,55, a sua segunda melhor marca da época. Atrás dele ficaram Ricardo Jaquite, com 15,90, e Carlos Veiga com 15,52.

A meio da competição, Record esteve com o novo treinador de Nelson Évora, o cubano Ivan Pedroso, campeão olímpico de salto em comprimento, que realçou na nova fase “o processo de treino, que tem decorrido muito bem”. “Temos estado a trabalhar de forma diferente, com uma corrida um pouco mais curta. Na próxima semana ainda estaremos a afinar pormenores que pretendemos colocar em prática depois no Meeting de Madrid, numa pista fantástica, com um grande ambiente, que levará a que encontre o seu melhor.”

Este regresso à competição é para Nelson “um orgulho”. “Depois de tantos meses a treinar, representei o meu novo clube e estou satisfeito com as sensações que tive com esta camisola”. E já a pensar mais além, adianta que a ida ao Europeu “passa por defender o título que conquistado há dois anos”.

Sobre esta sua ‘estreia’ de verde e branco e sobre o que “as pessoas possam pensar”, não tem dúvidas: “Se sentem desconforto em me ver assim é porque amam o seu clube e preferiam que ali estivesse, mas em relação a isso não pude fazer nada. É um capítulo encerrado. Mas compreendo os adeptos, que não têm a mínima ideia do que aconteceu. Sou benfiquista desde pequeno, não é por representar o Sporting que deixo de o ser, mas tenho de ser o profissional que sempre fui.”