O homem que durante a maior parte do tempo comandou o Sporting à conquista da Taça de Portugal, anteontem, frente ao FC Porto, é ainda um menino.

Afinal, Rui Silva tem apenas 18 anos, muito embora o bilhete de identidade não seja um fator de inibição.

“Nestas alturas temos de mostrar maturidade. Senti-me muito bem, nunca tive medo. Mesmo tendo 18 anos, julgo que tenho capacidade suficiente para me abstrair da tensão do jogo”

Explica o meia-distância leonino, natural de Guimarães, internacional desde os… 14 anos e formado no Francisco de Holanda – tal como o irmão Nuno, do Madeira SAD.

“Foram horas muito felizes, por ser o meu primeiro título no Sporting e por ser uma conquista muito importante para o nosso grupo”

Diz Rui Silva, que já ontem estava de novo em estágio, ao serviço da seleção de sub-20, que este fim de semana disputa a qualificação para o Campeonato da Europa.

“Temos trabalhado bem ao longo do ano e toda a gente quer resultados. Nós estávamos a precisar de os mostrar”, completa, com o jovem leão a mostrar uma fé inabalável para o resto da época, campeonato incluído. “Esta vitória dá-nos uma confiança ainda maior. Ganhar ao primeiro classificado serve para mostrar que ainda temos uma palavra a dizer em relação ao título. Tivemos alguns percalços no campeonato, mas temos de deixar isso para trás e pensar que tudo é possível, ainda faltam sete jornadas e nada está decidido. Estamos claramente na luta pelo título”

Alargando um pouco mais o olhar, não se ficando pelo que resta da época, o jovem Rui Silva garante uma equipa leonina “com qualidade para passar a ter a hegemonia nacional”, fundamentando a opinião na “enorme capacidade de crescimento de um grupo jovem, que ainda tem muito caminho pela frente”.

De resto, o próprio atleta já sabe como se imagina daqui a três anos, o período pelo qual renovou pelos leões:

“Estando num clube como o Sporting, tenho de imaginar um palmarés o mais rico possível”. A reconquista do título, que escapa ao Sporting desde 2000/01, é, no entanto, “a grande prioridade”. Para a conseguir, nada como ter “um grupo bastante unido, que rema todo para o mesmo lado e com grande amizade entre todos”