O Sporting divulgou, esta sexta-feira, as contas consolidadas do exercício que terminou em Junho de 2016, ainda não aprovadas em Assembleia Geral.

Bruno de Carvalho justificou a decisão nas redes sociais pelo facto do clube estar em “tempo pré-eleitoral”, pelo que “os sócios devem ter acesso a toda a informação” para evitar “algumas mentiras sobre a real situação do Sporting”.

Declarações de Bruno de Carvalho

«O Sporting Clube de Portugal publicou hoje as contas consolidadas do exercício que terminou em Junho de 2016.

Há quem possa interrogar-se sobre o facto de o Clube as ter decidido publicar agora, uma vez que estas estão ainda à espera de aprovação pela Assembleia Geral. A resposta é muito simples: porque, desde que cheguei ao Sporting, sempre pugnei pela transparência, porque estamos em tempo pré-eleitoral e os Sócios devem ter acesso a toda a informação, porque esta sempre foi a prática que seguimos e defendemos e porque têm surgido algumas mentiras sobre a real situação do Sporting, entendo que a verdade dos factos deve ser reposta.

Assim, enumero os factos que considero mais relevantes a salientar na evolução das contas consolidadas no presente mandato (3 épocas completas 2013/14, 2014/15 e 2015/16) são:

1. Forte redução dos passivos totais consolidados que passam de €442,7M em Junho 2013 para €355,0M em Junho 2016 (redução de €87,7M).

2. Esta diminuição dos passivos consolidados está associada a um aumento dos activos consolidados de €178,2M em Junho 2013 para €180,1M em Junho 2016. Sendo de salientar que o valor do plantel nestas contas não reflecte de forma alguma o verdadeiro valor do mesmo uma vez que não é possível reflectir contabilísticamente a valorização dos atletas (por exemplo os atletas da formação do Sporting têm valores quase nulos ou nulos no activo), se fosse considerada a valorização do plantel no corrente mandato, a valorização total do activo consolidado seria muito significativa (como é reconhecido por todos).

3. A isto acresce o facto de hoje a maioria dos passes dos jogadores pertencer ao Sporting, o que não acontecia a 30 de Junho de 2013.

4. Uma melhoria da composição do passivo consolidado, por exemplo a dívida líquida reduz de €281,2M para €204,5M (redução de €76,7M), a transformação dos diferimentos de dívidas a pagar a terceiros relacionadas com os fundos (ESAF) para diferimentos de contratos de patrocínio e publicidade (que não representam dívidas a pagar a terceiros mas sim servíços a prestar). Melhoria do rácio entre passívos e activos correntes, com o fundo de maneio a melhorar em €64,0M.

5. Melhoria da Situação Líquida consolidada em €89,6M.

6. Forte melhoria dos Resultados Líquidos do Sporting, que passam de valores negativos acima dos €50M anuais nas épocas 2011/12 e 2012/13 para uma média práticamente nula nestas 3 épocas (negativo em cerca de €0,3M em média de 2013/14, 2014/15 e 2015/16, um total acumulado negativo em €1,0M), valor que seria bem positivo caso se tivesse completado até 30 de Junho de 2016 qualquer das vendas do verão de 2016.

7. Em termos de Receitas é relevante o aumento das principais linhas de actividade: Bilheteira, Game Boxes, Quotizações, Direitos TV, Receitas UEFA e Vendas de Direitos Económicos de jogadores.

Orgulho-me muito do trabalho feito pela equipa que lidero. Aqui não entram ainda, por exemplo, as duas maiores vendas de sempre da história do Sporting – João Mário e Slimani – uma vez que foram realizadas já no exercício em curso.
Mas estes factos são também a prova de que o Sporting Clube de Portugal, é minha convicção, está no rumo certo.»