A secção não profissional do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) puniu a equipa de futsal do Sporting, nesta quarta-feira, com quatro jogos à porta fechada, devido ao comportamento dos adeptos leoninos.

Na origem do castigo estão dois jogos; o primeiro realizado a 16 de outubro de 2018, frente ao Burinhosa, e o segundo realizado a 27 de outubro do mesmo ano, diante do Sp. Braga.

O Sporting já reagiu, em comunicado, e sublinhou que vai impugnar a decisão, que qualifica de “absolutamente incompreensível”.

“São inconcebíveis as razões invocadas para tal deliberação, quando assistimos, noutros Pavilhões e Estádios, a recorrentes e impunes insultos, cuspidelas, agressões aos nossos atletas, treinadores e dirigentes, cânticos e assobios que exultam a mortes de pessoas”, asseveram os leões em comunicado.

Confira abaixo o comunicado na íntegra:

“O Sporting Clube de Portugal considera absolutamente incompreensível a anunciada decisão da Federação Portuguesa de Futebol de interditar o Pavilhão João Rocha para os jogos de futsal.

São inconcebíveis as razões invocadas para tal deliberação, quando assistimos, noutros Pavilhões e Estádios, a recorrentes e impunes insultos, cuspidelas, agressões aos nossos atletas, treinadores e dirigentes, cânticos e assobios que exultam a mortes de pessoas.

Mas a decisão é incompreensível, também, quanto ao timing, porque surge a 48 horas do Sporting Clube de Portugal, o único representante português, iniciar a participação na final four da Liga dos Campeões Europeus de Futsal.

Por essas razões, o Sporting Clube de Portugal informa que irá impugnar a decisão proferida pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol de punir o futsal do Sporting CP com quatro jogos à porta fechada junto dos tribunais competentes e requerer o decretamento de medida cautelar com vista à imediata suspensão dos efeitos da decisão.

O Sporting Clube de Portugal vai continuar a lutar por um Desporto com lei, com regras, com valores, e é na defesa da verdade e da transparência que esperamos que a justiça seja reposta neste processo.”