Sousa Cintra não ficou indiferente ao momento que o clube atravessa e aceitou o desafio de Marta Soares para integrar a comissão de gestão.

Diz que Bruno de Carvalho quis assumir um poder totalitário no Sporting e pede aos sócios que decidam em consciência na assembleia, que futuro querem para um clube em que já não se revê.

-Esteve sempre ao lado de Bruno de Carvalho e manifestou-lhe o seu apoio por diversas vezes. O que o fez agora estar do lado daqueles que defendem que o Sporting deve ir para eleições?
– Fui apoiante de Bruno de Carvalho. Eu e muitos dos sportinguistas porque ele ganhou as últimas eleições com maioria esmagadora. Nessa altura entendíamos que o Sporting precisava de sangue novo e de uma nova dinâmica para enfrentar os grandes desafios do futebol português e do clube e todos olhávamos para Bruno de Carvalho como sendo a pessoa certa. Fez um bom trabalho no primeiro mandato, sem dúvida alguma, mas depois perdeu-se completamente.

– Por que pensa que isso aconteceu? Quer explicar melhor?
– É fácil de compreender. Depois do que fez do primeiro mandato, no segundo pensou que o Sporting era algo particular, uma quinta dele e quis ter todo o poder para ele. O Sporting não é do Bruno, do Manuel ou do Joaquim. O Sporting é dos sportinguistas. A leitura que faço é que ele quis tomar o poder do Sporting através das alterações estatutárias que agora pretendia fazer para ser ele a mandar sozinho no clube. Em face desse comportamento, muitos sócios entenderam que isto não podia continuar assim. O Sporting é um clube democrático, com um passado e história que orgulha todos os sportinguistas e não podíamos permitir que uma pessoa ficasse com todos os poderes.