Frederico Varandas começou por declinar comentários às acusações de José Maria Ricciardi, mas acabou por “descascar” tudo o que o banqueiro afirmou, em entrevista à CMTV, tendo por base a ideia chave de que a nova direção nada fez no primeiro mês de exercício.

O presidente leonino arrancou com a questão do financiamento do clube. “O Sporting não está em pré-falência nem vai falir. Será uma tristeza para alguns, mas o empréstimo obrigacionista é uma realidade e o seu refinanciamento será em novembro”, garantiu, desvalorizando, tacitamente, a desconfiança de Ricciardi sobre a competência da sua equipa financeira.

Varandas aproveitou, também, para esclarecer que os processos relativos aos jogadores que rescindiram com justa causa estão em andamento. As negociações com Wolverhampton, por Patrício, e Atlético de Madrid, por Gelson, são aquelas que, aparentemente, poderão ser resolvidas, mas “é uma matéria muito sensível e não interessa trazer os detalhes para a praça pública”, referiu o presidente. “Tudo será resolvido, defendendo sempre os interesses do Sporting”, acrescentou, antes de entrar para a Cimeira dos Presidente, que acontece esta quarta-feira, em Coimbra.

Outro dos ataques que José Maria Ricciardi lançou ao novo presidente teve a ver com dívidas que o Sporting mantém, na casa dos 54 mlhões de euros, e que ainda não foram saldadas, nomeadamente as relativas a passes de jogadores como Acuña, Battaglia e Raphinha.

Varandas não comentou e preferiu prestar um agradecimento público às entidades e parceiros “com quem o Sporting tem negociado”. “Agradecer porque confiam em nós. As dificuldades com que nos deparámos estão a ser ultrapassadas, porque temos uma equipa muito competente”, sublinhou.

Uma vez mais com Ricciardi nas entrelinhas, Varandas deixou, ainda, a garantia de que o tempo do “Sporting ser produto de chacota para os sportinguistas e risota para os adversários acabou”.