A FIGURA: Bruno Fernandes
Não, não fez um jogo de encher o olho. Na verdade, jogou muito abaixo do que se espera dele e do que a equipa precisa que ele faça. Ainda assim, é graças ao médio português que o Sporting sai da Luz com as esperanças intactas para a segunda-mão desta meia-final da Taça de Portugal. O golaço que marcou já dentro dos últimos dez minutos foi uma pedrada no charco de ideias ofensivas do Sporting esta noite.

O MOMENTO: bomba de Bruno Fernandes minimiza estragos (82m)
O Benfica crescera claramente depois de marcar o segundo golo e dava toda a ideia de poder aumentar a diferença nos últimos minutos. Contudo, Bruno Fernandes cortou as intenções dos encarnados. Sofreu uma falta ainda muito longe da área, assumiu a marcação do livre e marcou um golo de levantar qualquer estádio, com uma bomba que minimizou os estragos da primeira-mão das meias-finais da Prova Rainha.

Ilori
Regresso para esquecer do central português. Pouco mais de um minuto jogado na partida e uma falta dura por trás sobre João Félix já o deixava condicionado com um cartão amarelo. Pareceu sempre muito nervoso, sobretudo com bola. Aos 11m fez um excelente corte em carrinho sobre Salvio, já dentro da área, mas em quase todas as restantes ações, mostrou algum desconforto. Infeliz na forma como abordou o lance que deu o segundo golo do Benfica, ao desviar a bola para a baliza de Renan.

Borja
Estreia absoluta pelo Sporting, com apontamentos interessantes, sobretudo a atacar. Aos 14m, numa subida pelo corredor esquerdo, trocou as voltas a André Almeida, mas depois fez uma finta a mais e permitiu que o adversário recuperasse a posição, impedindo o cruzamento. Aos 29m, com a equipa completamente desposicionada e sendo ele o homem mais recuado, entregou a bola ao Benfica, que por pouco não trouxe dissabores. Tem de melhorar, mas os primeiros sinais não foram maus.

Acuña
Do lado dos leões foi quem esteve mais em jogo nos primeiros 45 minutos. Inconformado, combativo e a correr a todas as bolas como se fossem a última. Por vezes, toda essa vontade parece tirar-lhe algum discernimento no momento de decidir, mas de falta de vontade ninguém o pode acusar.

Wendel
Teve as duas melhores oportunidades do Sporting. E isso diz bastante sobre o que foi o Sporting em termos ofensivos neste dérbi. Aos 57m, ganhou as costas à defesa do Benfica, que ficou toda a pedir fora de jogo, mas depois faltou-lhe discernimento para acertar na baliza de Svilar. Depois, instantes antes de sair, voltou a surgir em boa posição para rematar ao lado.